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Por que o modelo das startups está mudando a lógica dos setores tradicionais?


As startups, as techs (fintechs, agrotechs, edutechs, etc) e tendência da “uberização” dos produtos e serviços estão mudando radicalmente a forma de o mercado resolver os seus problemas. A atuação dessas empresas não impacta apenas o seus clientes, mas afeta também as relações entre outros setores. Mudam nossa forma de fazer transações financeiras, agilizam os processos de logística, criam demandas e novos padrões para realizar as mesmas atividades (mais rápido, mais seguro, mais transparente).


As startups vieram pra ficar e estão se encaixando em todos os gaps encontrados no mercado. A base de cadastros da Associação Brasileira de Startups - Startup Base - registra hoje mais de 10 mil novas empresas no Brasil. Dessas, 40% focam seus negócios em venda de software para resolver uma infinidade de problemas de outras empresas.


Fonte: https://startupbase.abstartups.com.br/stats

Os setores tradicionais precisam ficar atentos a essas mudanças para se adaptar. Porém, uma das grandes dores de empresas mais robustas como as indústrias é a falta de agilidade para acompanhar as transformações. Grandes empresas consolidadas no mercado funcionam como um grande navio. Toda vez que precisam mudar a direção, demandam um gasto de tempo e energia muito maiores que os pequenos barquinhos.

Sendo assim, as empresas pequenas e médias têm uma vantagem competitiva, pois conseguem operacionalizar mudanças de rota com maior facilidade. Vamos dar algumas dicas para que elas aproveitem essa vantagem e ganhem mais agilidade em seus processos.


Equipe mais enxuta: a proximidade da gestão da pequena e média indústria com a ponta (consumidor e revendedores) e a base (operação) favorece a gestão do conhecimento na empresa. É preciso, porém, separar tempo para ouvir esses atores, por meio de reuniões e sessões de co-criação. Uma verdade sobre a importância de ouvir feedback dos funcionários: ninguém nega, mas todo mundo negligencia. A rotina atribulada e a falta de tempo são os principais motivos apontados pelos gestores para não colocá-la em prática. Apesar de serem os motivos mais citados, também vale apontar os casos em que a hierarquização e a inflexibilidade de antigos modelos impedem a inovação dentro da empresa, especialmente nas familiares. Portanto, ache espaço e inclua essas iniciativas na sua rotina administrativa.


Fazer mais com menos: a capacidade de adaptação das indústrias de pequeno e médio porte já é desenvolvida, em certa medida. Ela encontra uma infinidade de barreiras de entrada no mercado, barreiras jurídicas, falta de investimento e está sempre tentando se agarrar às janelas que encontra para garantir seu espaço ou tendo que lidar com imprevistos no seu dia a dia. Já é parte do mindset desse empresário lidar com situações de risco e incerteza na luta pela sobrevivência frente à grandes players e desafios impostos pelo mercado. Agora é preciso migrar esse talento para apagar incêndio e para a criação de novas oportunidades. Outro conselho, para os mais perfeccionistas: parar de correr atrás do sonho da gestão perfeita e robusta, que inclui pilhas e pilhas de processos e buscar agilidade para criar novas oportunidades de inserção, testar ideias e novos caminhos.


Testar antes de se comprometer: quem entende um pouco de startups, já ouviu falar do termo MVP: mínimo produto viável. Esse conceito sugere que, antes de investir tempo e capital em projetos grandes, simplificar ao máximo a operação de uma nova oportunidade para sentir o mercado. Escale a entrega dessa nova solução apenas quando já tiver evidências de que haverá sólida aceitação. E se não deu, vamos fazer andar a fila de ideias. Nessas horas, é preciso desapegar e deixar de lado o ego apaixonado pelas nossas criações.


Contar com ajuda de fora: muitas vezes, ficamos tão imersos no nosso ambiente, respirando e vivendo somente o contexto do nosso mercado, que nos fechamos para novas oportunidades. A oxigenação do gestor e da empresa pode ser encarada de duas formas. A primeira delas é usar o conhecimento de outros setores e outros contextos para aplicar soluções dentro da sua empresa. Buscar inspiração em novos locais vai trazer criatividade, dinâmica e te colocar à frente da concorrência. A segunda forma de trazer novos ares é renovar a equipe, fazer treinamentos e capacitações em temas de inovação e também contar com mentorias e consultorias de profissionais que já estão inseridos no mundo da Inovação e das Startups. Um olhar de fora sempre nos agrega uma nova forma de enxergar os problemas de sempre.

Se você curtiu essas dicas, compartilhe com a sua equipe e seus colegas de mercado. Quanto mais conhecimento, mais crescimento!


Esse artigo foi redigido por Maristela Meireles, agente de inovação e especialista em Design Estratégico, a convite da equipe de consultores da Infinite.

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